Contribuciones hacia un nuevo proyecto pedagógico para las Ciencias Agrarias en Brasil a partir del programa de formación de técnicos de ATER en Botucatu/SP y de los cursos de grado en Agroecologia
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Contribuciones hacia un nuevo proyecto pedagógico para las Ciencias Agrarias en Brasil a partir del programa de formación de técnicos de ATER en Botucatu/SP y de los cursos de grado en Agroecologia
Veja mais...DENISE MARTINS BLOISE[1]
Os conceitos de agricultura familiar e campesinato estão diretamente ligados a visões de mundo sócioeconômicas e políticas, à construção de um projeto de sociedade e à concepção que se tem da relação homem – natureza.
Autores como José Graziano (1980), Sergio Gómez (2001, 2008), Flavio Sacco dos Anjos (2001), Maria José Carneiro (1999), Sérgio Schneider (2006) e Ricardo Abramovay (2007), guardadas as devidas proporções e intensidades de aproximação teórica, corroboram com as idéias de Ianni (2004) no tocante à dissolução do mundo agrário.
A noção de “Nova” Ruralidade ou “Novo” Rural, surgida em fins do século XX, começou a ser adotada há mais
Veja mais...Efigênia vive na Zona da Mata, em Minas Gerais. Agricultora, trabalhou na terra desde cedo com seus pais e irmãos, em uma pequena propriedade no município de Acaiaca. Ela começou a participar de lutas sociais em um grupo de jovens (Pastoral da Juventude) aos 15 anos; em seguida integrou-se ao sindicato dos trabalhadores rurais de seu município, onde, com dezoito anos, foi contratada como secretária; poucos anos depois, viria a ser eleita presidente do sindicato, sendo re-eleita mais uma vez no período seguinte. Quando Efigênia chegou ao sindicato (início dos anos 2000) a Comissão Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais já estava estruturada. Essa Comissão lutava para que se ampliasse a participação das agricultoras no movimento sindical, e era fruto de um trabalho do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM).
Veja mais...Izanete vive na região do Planalto Médio do Rio Grande do Sul, uma das áreas mais atingidas pela Revolução Verde no estado. Seus avós, com quem morava, venderam a terra quando ela era adolescente e foram para a cidade. Ela voltou a morar no meio rural quando casou com Fernando, um pequeno agricultor que plantava soja, mas que, até então, também morava na cidade. Influenciados pelas discussões nas pastorais sociais, eles decidiram tentar a vida “como camponeses” e se mudaram para a propriedade da família dele.
“Começamos tudo, porque aqui só se plantava soja. Foi uma briga com meu sogro, porque era uma sociedade, com sogro, cunhados; tudo tinha que ser dividido. Foi difícil conseguir um cantinho para plantar o que a gente queria. Meu sogro não concordava. A gente ia dando um jeito; plantava milho no meio da roça, e quando a terra ficava meio alagada, e não dava pra plantar soja, a gente plantava outra coisa. Naquela época ainda se conseguia umas sementes crioulas. A gente foi ajeitando horta, plantando coisas. Só nós dois, no muque. Não tinha luz, não tinha carro. Hoje tem de tudo: leite, soja, e de tudo para comer: feijão, batata, arroz, mandioca, horta, verduras, frutas, mel, plantas medicinais, e também as minhas flores (Izanete).”
A participação na militância social – na igreja, no sindicato e no movimento de mulheres – foi o que os aproximou da agricultura alternativa. Em 1990, ela fez um curso sobre agroecologia no CETAP[1], em Passo Fundo, a convite do movimento de mulheres, que lhe possibilitou questionar o sistema de produção dominante na região, com o qual já se sentia incomodada.
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Encontro Estadual de Agroecologia reúne cerca de 50 entidades em Sorocaba
Por Suelyn da Luz – MTB 52.986

Aconteceu neste fim de semana, de 09 a 11 de Novembro, o II Fórum Paulista de Agroecologia e o VI Encontro da Articulação Paulista de Agroecologia (APA), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus de Sorocaba. Os encontros reuniram cerca de 190 pessoas de 50 entidades representadas por pesquisadores, estudantes, técnicos, agricultores e membros de diversos movimentos sociais ligados a Agricultura Ecológica, Educação de ensino superior e técnico, Economia Solidária, Assistência Técnica e Extensão Rural, Soberania e Segurança Alimentar, Comunicação, e outras áreas de conhecimento e setores.
Entre as atividades foram realizadas discussões sobre o cenário da Agroecologia, os desafios e suas oportunidades. Também houve a conferência de Valter Bianchini, Secretario Nacional de Agricultura Familiar, que falou sobre a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), decretada em agosto pela presidente Dilma Rousseff.
Estiveram presentes representantes de diversas organizações, como a UFSCar, Universidade de Campinas (UNICAMP), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Paulista “Julio de Mesquita Filho” (UNESP), Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Via Campesina – Movimento dos Trabalhadores Sem-terra (MST), entre outras entidades públicas e civis, como ONG’s, organizações de agricultores familiares, dentre outras.
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