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AMERICA LATINA EM AÇÃO: duas boas conquistas de 2013

Temos duas boas notícias de 2013…uma vinda do Brasil e outra do Peru, mostrando que a América Latina reage e coloca em pauta os Objetivos dos Povos para o Desenvolvimento Sustentável. Do lado brasileiro, comemoramos um sinal de amadurecimento político do Brasil, que foi o lançamento, pelo Governo, da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, a PNAPO, ainda que seja por meio de um Plano Nacional, o PLANAPO, que embora seja um avanço incontestável, poderá não se converter efetivamente na verdadeira Política Pública que gostaríamos. Temos a avaliação da ANA – Articulação Nacional de Agroecologia sobre o assunto, em entrevista de Denis Monteiro Secretário Executivo da ANA. http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/noticias-para-o-boletim/559-o-plano-nacional-de-agroecologia-e-uma-conquista-mas-se-a-ana-o-construisse-seria-muito-mais-ambicioso-afirma-denis-monteiro

Por outro lado, mais no campo da luta política por uma resposta efetiva ao aquecimento global, vemos a Sociedade Peruana dar um bom exemplo de cidadania planetária, mobilizando-se para a COP 20, a Próxima Conferência das Partes sobre Mudança Climática da ONU, a ser realizada em Lima em Dezembro de 2014. Não é a toa que o lançamento do Grupo PERU COP 19 é uma boa notícia para tod@s nós.
Os Andinos estão muito mais preocupados com os impactos do aquecimento global do que os demais latinoamericanos, isso é visível para quem acompanha o engajamento dos movimentos populares no debate sobre as mudanças climáticas. Talvez o que explique isso seja, em parte, o fato de que os ANDINOS dependem diretamente das águas do degelo dos ANDES, são milhões de pessoas, em vários pisos ecológicos, que sofrerão os impactos diretos das mudanças climáticas muito antes das regiões latinoamericanas que não dependem tanto assim das dinâmicas climáticas dos ANDES, pelo menos no curto prazo. Segundo comunicado de imprensa do Grupo criado hoje dia 18 de Dezembro, a Sociedade Civil Peruana se organiza em direção a COP 20 por um novo acordo climático para o mundo. Segue o comunicado:

 El miércoles 18 de diciembre, a las 8:30 am, se realizará el lanzamiento público del  Grupo PERU COP 20.

 La Conferencia de las  Partes sobre Cambio Climático convocada por Naciones Unidas  tendrá   al Perú como sede  por primera vez.

 La COP 20 se desarrollará en Lima  durante las semanas del 1 al 12 de diciembre del 2014 y su objetivo será avanzar hacia un nuevo acuerdo climático global para detener las emisiones de gases de efecto invernadero y otras medidas urgentes para encarar el cambio climático. Hoy es necesario que todos los países hagan sus mejores esfuerzos.

El cambio climático según las Naciones Unidas es “la más grande amenaza que ha encarado la humanidad en toda su historia”, estando los países del hemisferio sur, como el Perú, entre  los más vulnerables a sus efectos. La sociedad civil peruana no es ajena a estos procesos y por ello conformó el Grupo Perú COP 20, colectivo de organizaciones, gremios, ONGs, sindicatos, grupos indígenas, jóvenes, mujeres, iglesias, y otras instituciones de la sociedad civil de todo el Perú  articulados para aportar con propuestas para lograr un nuevo acuerdo  climático justo y vinculante.

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DA SEGURANÇA À SOBERANIA ALIMENTAR: um árduo caminho!

FAO lança seu primeiro boletim sobre o processo de construção da agenda da ONU para os objetivos do Desenvolvimento Sustentável pós 2015. Mas o processo de mobilização e construção participativa desses objetivos não parece estar se desenvolvendo. Segundo Pedro Guzman, membro da coordenação do Comitê Diretivo Latinoamericano da Coalizão dos Povos pela Soberania Alimentar (PCFS) e da Organização Social Agrosolidaria (Colômbia), o ”boletim se baseia em algumas discussões globais e nos trabalhos da Comissão de Segurança Alimentar (CSA) da FAO/ONU, mas não menciona reuniões importantes como o encontro realizado na Espanha em abril deste ano e a reunião do Grupo Aberto de Trabalho sobre Segurança Alimentar e Nutrição realizada em Março em Nova Iorque. Tampouco menciona se haverá novos espaços para contribuir ou discutir, a partir da Sociedade Civil, sobre a soberania e segurança alimentar, nem como podemos participar de forma mais ativa neste processo. Isso ratifica ainda mais e deve impulsionar a proposta de encontros regionais que estamos organizando a partir da Coalizão dos Povos pela Soberania Alimentar no marco post 2015a partir da Campanha dos Objetivos dos Povos para o Desenvolvimento Sustentável”.

 

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A JUVENTUDE REAGE!

MUNDO A FORA, A JUVENTUDE APONTA AS NECESSIDADES DE MUDANÇAS PROFUNDAS E SE ALINHAM AOS MÉTODOS POPULARES DE TRANSFORMAÇÃO RADICAL DAS REALIDADES SOCIAIS INJUSTAS, A EXEMPLO DAS SOCIEDADES CAMPONESAS. ENQUANTO OS ENCONTROS OFICIAIS DA ONU DISCUTEM NUM DIÁLOGO DE SURDOS E MUDOS (ENTRE O CLAMOR DOS POVOS E OS ANSEIOS DA ECONOMIA VERDE), AS PRÁTICAS SOCIAIS AVANÇAM E NÃO DEVERIAM PERMANECER DESAPERCEBIDAS. E O QUE ELES (O MERCADO) PARECEM NÃO ENTENDER É QUE O AVANÇO DAS PROPOSTAS DOS MOVIMENTOS SOCIAIS É CONDIÇÃO ÚNICA PARA QUE ALTERNATIVAS VERDADEIRAMENTE SUSTENTÁVEIS BROTEM DA REALIDADE SOCIAL E NÃO DOS GABINETES QUE PREPARAM AS NEGOCIAÇÕES GLOBAIS SOBRE O CLIMA. AS PROPOSTAS DOS MOVIMENTOS SOCIAIS NÃO DEVERIAM SER IGNORADAS PELOS GOVERNANTES E BUROCRATAS QUE DISCUTEM OS RUMOS DO AQUECIMENTO GLOBAL. O FRACASSO DA COP19 É MAIS UM SINAL DESSES TEMPOS. A ECONOMIA VERDE PARECE TER VINDO PARA CONFUNDIR O CENÁRIO E ESTÁ ACABANDO POR ATRASAR AS IMPORTANTES RESOLUÇÕES QUE PRECISAM SER TOMADAS EM NÍVEL MASSIVO E GLOBAL. NESTE SENTIDO, LUTAR PELA SOBERANIA ALIMENTAR DOS NOSSOS POVOS, ANTES DE TUDO, É ENTENDER COM PROFUNDIDADE A RAÍZ DOS PROBLEMAS DO NOSSO SISTEMA AGROALIMENTAR, MANIPULADO, PARASITADO E DOMINADO PELAS CORPORAÇÕES DO GRANDE AGRONEGÓCIO.

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REFLEXÕES SOBRE DEMOCRACIAS EMERGENTES

O Sociólogo Angel Calle Collado, do Instituto de Sociologia e Estudios Campesinos da Universidade de Córdoba, faz uma chamada poética sobre rebeldia e democracias emergentes. Vale a pena saber mais em:

http://www.deseosenelinsomnio.com/?p=493

Sobre rebeldías en Brasil y en el mundo: ¿asistimos al fin de un viejo ciclo político? ¿es insurgente lo nuevo? ¿qué papel tienen espacios como el llamado Black Block?

Aquí va un artículo recién publicado en Desinformémonos, revista mexicana sobre movimientos “desde abajo”

http://desinformemonos.org/2013/11/brasil-de-los-jovenes-iracundos-a-los-nuevos-rebeldes/

Ángel Calle Collado

Instituto de Sociología y Estudios Campesinos

Campus de Rabanales – Universidade de Córdoba

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A DIFÍCIL NEGOCIAÇÃO DA COP 19 SOBRE AMPARO AOS IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICA

Segundo Fabíola Rios, da Fundação La Cordillera, o grupo de 130 países mais China, durante a COP 19, chegou a abandonar as negociações por um mecanismo de amparo as catástrofes causadas pelas mudanças climáticas, o chamada ” Mecanismo de Perdas e Danos”. As negociações foram ofuscadas pelo anseio generalizado dos países do Norte sobre as possibilidades de lucro a serem obtidos com as propostas da Economia Verde, particularmente com o Mercado de Carbono e a venda de seguros contra ” eventos extremos”. É mais um sinal dos curto alcance das propostas da ECONOMIA VERDE, que passam longe dos objetivos dos povos para o Desenvolvimento Sustentável ( http://peoplesgoals.org/campana-para-los-objetivos-del-pueblo-para-el-desarrollo-sostenible ). É mais um sinal daquela “Sociedade do Risco” a qual se referia Urich Beck, onde a riqueza é cada vez mais concentrada e as consequências nefastas do desenvolvimento são amplamente distribuídas aos empobrecidos de nosso Planeta. As Filipinas que o digam!

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