A mão quer acariciar a terra e depositar suas sementes neste chão fértil. Esta mão representa todos que trabalharam para que este projeto acontecesse. Representa uma resposta pragmática frente ao desrespeito com que tem sido tratada a natureza.

O projeto Gigante Guarani pôde ser avaliado muito positivamente pelos seus beneficiários, parceiros e proponentes. No entanto, resultados mais consistentes na mobilização social e nos impactos ambientais de práticas de manejo agroecológico e de recuperação florestal precisam de continuidade e fluxo de ações para se estabelecerem.

Plantar 15.148 mudas florestais nativas, juntamente com a construção de diversas experiências agroecológicas e uma avaliação profunda da Biodiversidade em Fragmentos Florestais no território de atuação, foi um primeiro grande desafio da Equipe do Gigante, mas sem dúvida não pára por aí.   Resta a expectativa se essas experiências irão crescer e se irradiar pela região, constituindo-se em referências para aqueles que decidem agir em prol da transformação da realidade sócio-ambiental da Região.

Assim, propor ações de manejo sustentável, amadurecer a investigação participativa nas experiências agroecológicas e envolver mais agricultores em torno de uma proposta de transição agroecológica é um desafio ainda maior que levará alguns anos para se consolidar.

Igualmente, abordar as áreas naturais com uma equipe de técnicos qualificados em nível regional, mapeando as diversas formas de vida em fragmentos florestais da Região, também é apenas um primeiro passo para um planejamento macro que permita construir políticas de zoneamento e de ecologia da paisagem, com corredores florestais de biodiversidade, que tenham como resultado a proteção das Áreas de Recarga do Sistema Aqüífero Guarani e a consolidação de um plano de manejo para a APA no perímetro Botucatu.

O que podemos observar neste primeiro ano foi que a região, apesar de conservadora e dominada pelos interesses de grandes monoculturas de exportação, recebeu muito bem este Projeto.

O interesse de outras Ong’s locais em apoiar as atividades e o envolvimento da UNESP e da Secretaria do Meio Ambiente Local, foram muito importantes na execução física do Projeto. No entanto, apesar de haver uma boa vontade mútua de agir de forma integrada, ainda não há mecanismos de financiamento de ações desse tipo garantidos da localidade.

O Instituto Giramundo Mutuando teve a responsabilidade de assumir este desafio e hoje se orgulha de apresentar estes resultados; e expressa seu profundo agradecimento pela parceria junto a WWF-Brasil e seus financiadores e a todos os parceiros locais que participaram ativamente do Projeto.