O Instituto Giramundo é uma organização da sociedade civil de interesse público e sem fins lucrativos, que promove práticas agroecológicas de produção agrícola e enfoque no Desenvolvimento Local Sustentável. Construímos conhecimentos junto à comunidades de agricultura de base familiar e ecológica, estimulando o manejo sustentável, o respeito e a preservação da natureza, assim comunidades desfavorecidas encontram mais renda e mais alimentos por meio da Agroecologia. Desde 1998 o Instituto Giramundo Mutuando fortalece o movimento agroecológico para uma agricultura ambientalmente sadia e socialmente justa, oferecendo suporte técnico para produção artesanal, produção agrícola familiar, comunitária e orgânica, assim como dá suporte a comercialização desses produtos.

O Giramundo tem como objetivos realizar projetos de estudos, pesquisas e cursos em geral, ligados ao Desenvolvimento Sustentável, à Agroecologia e às Metodologias Participativas; realizar fóruns de discussão de Políticas Públicas; aproximar os profissionais, organizações, projetos e investimentos da área de Desenvolvimento Sustentável aos interessados das comunidades; produzir e divulgar informações e conhecimentos técnicos, científicos e populares.

O INSTITUTO GIRAMUNDO MUTUANDO iniciou seus trabalhos em 1998, através do Projeto Planeta Limpo de coleta seletiva municipal e organização da cooperativa de catadores de lixo, em parceria com a Associação Cerqueirense da Vital Idade – ACERVI, no Município de Cerqueira César.

Em 2000 ofereceu suporte organizacional e técnico-produtivo à produtores orgânicos de Botucatu e região, auxiliando no planejamento participativo de produção e comercialização de produtos orgânicos.

Em julho de 2001 realizou o I Encontro Internacional de Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável e a Feira Regional de Produtos Orgânicos, Artesanato e Cultura de Botucatu e Região. O Encontro reuniu 600 participantes de 14 estados brasileiros e 5 paises, com repercussão nacional e internacional. A Feira foi visitada por 1500 pessoas da região.

Em janeiro de 2002 a Organização realizou o evento “Façamos do Mundo a Terra de Todos”, que contou com atividades culturais diversas, sensibilizando a população local a respeito da questão do uso sustentável da terra no Brasil e no Mundo.

Ainda em 2002, em parceria com as Secretarias de Turismo e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Botucatu, o Instituto realizou a Oficina Geradora de Turismo Ecológico destinada a pensar o turismo em Botucatu, por meio do enfoque participativo.

Em 2003 elaborou, juntamente com a prefeitura de Avaré, o projeto de fomento a hortas comunitárias em bairros periféricos.

Ainda no campo agrário, o INSTITUTO GIRAMUNDO MUTUANDO vem desenvolvendo, desde julho de 2001, trabalho participativo de formação da identidade do profissional de Extensão Rural Agroecológica junto a estudantes das Ciências Agrárias da Universidade Estadual Paulista – UNESP de Botucatu, entre outras universidades.

A partir de 2004 o Instituto vem se dedicando ao desenvolvimento do Programa de Extensão Rural Agroecológica de Botucatu e Região – PROGERA. Este Programa tem como objetivo fundamental desenvolver e empoderar a Agricultura Familiar na região de Botucatu, com base nos princípios da Agroecologia e das Metodologias Participativas, criando condições que favoreçam a recuperação ambiental de áreas degradadas e a Transição Agroecológica em pequenas propriedades da região. O PROGERA também realiza ações nos Assentamentos Rurais dos municípios de Itapeva e Iaras e já realizou diversas atividades de assistência técnica e extensão rural e eventos de caráter formador. Entre eles destacamos o I e II  Fórum Local de Desenvolvimento Sustentável. Ainda em 2005, o Giramundo realizou o II Encontro Internacional de Agroecologia e Desenvolvimento Rural, que contou com a participação de 400 agricultores de todo o Estado de São Paulo e 600 profissionais e estudantes da área das Ciências Agrárias de âmbito nacional.

No âmbito do PROGERA desenvolveu, de 2010 a 2011 a identificação de unidades demonstrativas de Sistemas Agroflorestais em 11 regionais da Articulação paulista de Agroecologia com apoio do Instituto de Economia Agrícola de SP – IEA e CNPq e com apoio da UNESP e do CNPq nos anos de 2012 a 2013 contribui para a consolidação de unidades demonstrativas de Agricultura familiar em: agricultura urbana, assentamentos, grupos de mulheres, turismo rural, rede de consumo e certificação participativa de grupos. Ao longo de 8 anos de trabalho o Instituto formou 6.600 pessoas e atualmente beneficia cerca de 950 famílias agricultoras através do PROGERA.

Em 2007 desenvolveu, ainda, com o apoio da WWF-Brasil o Projeto Gigante Guarani que visou a recuperação de APPs nas imediações do Rio Alambari, área de extremo interesse para conservação, entre outros devido ao fato de ser em área de recarga do Sistema Aqüífero Guarani. Neste Projeto mapeou fragmentos florestais de grande interesse para a identificação de matrizes para produção de sementes florestais. Em 2010 aprovou novos recursos para a continuidade do trabalho do Projeto Gigante Guarani junto ao FEHIDRO.

Contribuiu, com apoio do Instituto de Biociências da UNESP e CNPq, para a melhoria dos currículos das Ciências Agrárias, caracterizando seis cursos de nível superior em Agroecologia e desde 2009 desenvolve atividades de formação com jovens provenientes da zona rural com apoio do Conselho Municipal dos direitos da Criança e do Adolescente.

O Instituto participa de instâncias políticas locais, regionais e nacionais como Fórum de Desenvolvimento Local Sustentável, Conselho Regional de Segurança Alimentar, Conselho Municipal de Meio Ambiente, Consórcio de Estudos e Desenvolvimento Sustentável do Rio Pardo, Articulação Nacional de Agroecologia, Articulação Paulista de Agroecologia, Associação Brasileira de Agroecologia e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente – CMDCA.