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Efigênia: mulher, sindicalista, agroecóloga.

Foto de CTA-ZM

Efigênia vive na Zona da Mata, em Minas Gerais. Agricultora, trabalhou na terra desde cedo com seus pais e irmãos, em uma pequena propriedade no município de Acaiaca. Ela começou a participar de lutas sociais em um grupo de jovens (Pastoral da Juventude) aos 15 anos; em seguida integrou-se ao sindicato dos trabalhadores rurais de seu município, onde, com dezoito anos, foi contratada como secretária; poucos anos depois, viria a ser eleita presidente do sindicato, sendo re-eleita mais uma vez no período seguinte. Quando Efigênia chegou ao sindicato (início dos anos 2000) a Comissão Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais já estava estruturada. Essa Comissão lutava para que se ampliasse a participação das agricultoras no movimento sindical, e era fruto de um trabalho do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM).

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A resistência das mulheres em meio a um mar de soja: o caso de Izanete no Rio Grande do Sul

Izanete vive na região do Planalto Médio do Rio Grande do Sul, uma das áreas mais atingidas pela Revolução Verde no estado. Seus avós, com quem morava, venderam a terra quando ela era adolescente e foram para a cidade. Ela voltou a morar no meio rural quando casou com Fernando, um pequeno agricultor que plantava soja, mas que, até então, também morava na cidade. Influenciados pelas discussões nas pastorais sociais, eles decidiram tentar a vida “como camponeses” e se mudaram para a propriedade da família dele.

Marcha Movimento das Mulheres Camponesas

“Começamos tudo, porque aqui só se plantava soja. Foi uma briga com meu sogro, porque era uma sociedade, com sogro, cunhados; tudo tinha que ser dividido. Foi difícil conseguir um cantinho para plantar o que a gente queria. Meu sogro não concordava. A gente ia dando um jeito; plantava milho no meio da roça, e quando a terra ficava meio alagada, e não dava pra plantar soja, a gente plantava outra coisa. Naquela época ainda se conseguia umas sementes crioulas. A gente foi ajeitando horta, plantando coisas. Só nós dois, no muque. Não tinha luz, não tinha carro. Hoje tem de tudo: leite, soja, e de tudo para comer: feijão, batata, arroz, mandioca, horta, verduras, frutas, mel, plantas medicinais, e também as minhas flores (Izanete).”

A participação na militância social – na igreja, no sindicato e no movimento de mulheres – foi o que os aproximou da agricultura alternativa. Em 1990, ela fez um curso sobre agroecologia no CETAP[1], em Passo Fundo, a convite do movimento de mulheres, que lhe possibilitou questionar o sistema de produção dominante na região, com o qual já se sentia incomodada.

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Mulheres em Sistemas Agroflorestais (SAFs): lições a partir de algumas experiências – segunda parte

Neste artigo, damos continuidade à discussão sobre as mulheres que constroem as experiências agroecológicas no Brasil. Em artigo anterior, contamos a história de Del, uma agricultora de Camamu, no sul da Bahia, que ajudou a formar a Roça Agroecológica das Mulheres do Assentamento Dandara dos Palmares.

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Mulheres em Sistemas Agroflorestais (SAFs): lições a partir de algumas experiências

Começo minha colaboração com o Projeto Transição Agroecológica trazendo para a discussão duas experiências de mulheres envolvidas na construção de práticas agroecológicas, na forma de Sistemas Agroflorestais (SAF´s). São as agricultoras Maria Andrelice Silva dos Santos, a Del, da sul da Bahia, e Zinalva Freitas, do nordeste do Pará. Elas vêm sendo reconhecidas como lideranças em suas comunidades e em movimentos nacionais e internacionais por sua relação especial com a floresta. Em suas propostas sobre como se poderiam construir sistemas mais sustentáveis no campo, a partir da agricultura familiar, dão destaque para a necessidade de se valorizar as experiências e as propostas das mulheres, em particular no que se refere às questões da alimentação e da saúde das pessoas e do meio ambiente. E afirmam que é preciso reconfigurar-se as relações de poder dentro das famílias, com mais espaços de participação nas decisões para as mulheres e para os filhos, para que essas propostas sejam exitosas.

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